Viola Tropeira

Trecho da música "Quebra Canoa", que está no cd "Viola Tropeira" de Ricardo Anastacio a venda pelo  pelo email violatropeira@terra.com.br ou pelo fone: 15 9701-7068             Chat aos domigos à partir das 15h para tirar dúvidas sobre viola            Aulas online        Métodos de Viola com Cd de Rítmos e Ponteados

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Cururu

COLABORAÇÃO CIDO GAROTO

E-MAIL;  cidogaroto@ig.com.br

 


 

Cururu é o repente, o desafio trovado ao som de violas do Médio Tietê. São numerosos, afamados e respeitados os cururueiros (os trovadores) da região. Alguns deles com várias viagens para o exterior. Não há Festa, ou Pouso de Bandeira do Divino sem o cururu que pode varar a noite num revezamento de várias trovadores. E não há cidadão que arrede pé diante de uma porfia de canturiões (cantadores).

Ocorrência: Conchas, Laranjal, Piracicaba, Porto Feliz, Tietê,Sorocaba,Tatuí....

 

 

Foi lançado um novo cd de cururu em piracicaba,participando grandes nomes,=João Mazero,Zé Antônio,Moacir Siqueira e Manezinho, Nota deis p/ o violeiro Toninho Pais que dá um show de viola no acompanhamento,ritmo e precisão,Noél no violão também não deixou por menos,Wagner violeiro de Porto Feliz,acompanhando Zé Antonio,excelente,e destaque para Alemão no pandeiro,com muito ritmo e precisão,ainda conta com poesias do poéta "Marcha Lenta",e a apresentação de Narciso Pieroni de Laranjal Paulista
O cd foi gravado no " Studio Dinamica" de Laranjal Paulista.Toninho Pais,encerra a ultima faixa com um solo de viola, "Rio de Lagrimas".O cd contem 26 Faixas.Parabéns.

Cururueiros de Sorocaba e Região

 

ZICO MOREIRA= Benedito Moreira dos Santos,nascido na cidade de Tiete SP, em 14/10/1902 começou à cantar cururu em 1924 .Zico foi um dos maiores cantadores de cururu,do Brasil. Antigamente o cururu era cantado em versos liso ou seja versos sem dobras , Zico introduziu as dobras nos finais dos versos,depois Zico introduziu a contra rimas ou seja : a primeira linha do verso rima com a terceira ,e a segunda com a quarta,e assim por diante.
Zico morou em Sorocaba por muitos anos na rua Aguiar de barros,Vila Santana,daqui mudou-se para Conchas onde veio à falecer em 19/11/2002.com cem anos de vida Zico deixou varias gravações em discos,cds e fitas k7, e até hoje os cantadores tentam seguir seu estilo.
colaboração CIDO GAROTO
CIDO GAROTO, é cantador de cururu, lançou um livro contando a histórias e personagens desta tradição , o desafio de cururu, aguardem mais novidades .

 

 

 

 

PARAFUSO=Antonio Candido,um dos grandes cantadores de cururu,de Piracicaba,com seu jeito engraçado de cantar e sua simplicidade,Parafuso levava multidão onde se apresentava.

 

CIDO GAROTO= Aparecido Garuti,nascido em Ibitinga-SP em 31/08/1942,Começou como violeiro de Dito Boqueirão, Dito Silva,Silvio Paes,Brasilio Vitorete e outros da época como cantador começou por volta de 1962 em bares de Sorocaba, foi se despontando como cantador,em 1985 sagrou-se campeão do torneio de cururu "Nelson do Carmo" com a participação de 22 cantadores.Largou de ser violeiro e passou à só cantar.Com a morte de Silvio Paes passou à ser o parceiro de Dito Carrara.Os dois foram no ano de 1991 a dupla de cururueiros mais requisitadas pelos festeiros que chegaram à fazer 11 shows em um mês só em pousos do Divino no médio Tietê.
DITO CARRARA-Benedito Carrara,nasceu em 18/07/1944 no bairro de Aparecidinha em Sorocaba, Dito começou à cantar,na época de 1960 mais ou menos levado no radio por Roque José de Almeida,que tinha um programa de cururu na emissora vanguarda de Sorocaba,apelidado de "Bigode de aço" e muitos ò chamam de "Barra pesada" por ser um Cantador que é muito difícil de ser derrotado,atualmente Cido Garoto e Dito Carrara sempre cantam de parceiros e são os que mais representam Sorocaba na região,Já cantaram para o governador Mario Covas,e outras entidade importantes do pais, levando sempre,o cururu pela região.Ambos residem em Sorocaba.


 

LUIZINHO ROSA=Luiz Antunes da Rosa Nascimento= 22/11/1927,bairro da Serrinha,Porangaba-SP É cantador,compositor e empresário,gravou vários discos e cds,entre eles "Porto da Salvação","As vinte mais de Luizinho Rosa","Luizinho Rosa Edição Sertaneja", "Luizinho Rosa homenagem ao Rei do Cururu João David" e "A Palavra do Senhor" Destaca-se por cantar músicas com letras religiosas na forma de cururu É membro da igreja Evangélica "Brasil para Cristo" há alguns anos viajou para a europa e terra Santa,tendo-se apresentado em diversas igrejas cantando cururu com temática religiosa.É o único cururueiro aposentado como cantador.Reside atualmente em Cerquilho-SP
 

 

HORACIO NÉTO= Horacio Antunes Neto,nasceu em Cesario Lange SP,em 18/03/1923,Horacio começou á cantar por volta de 1962 Horacio já era um cantador mas não conhecido do público foi trazido para Sorocaba por Parafuso no programa de Roque José de Almeida,na emissora Vanguarda,aqui se destacou e hoje é dos maiores nomes ainda vivo,tem vários discos e cds gravado,é apelidado de peito de aço por ter uma voz poderosa. Horacio atualmente está residindo em Piracicaba-SP.
 

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NATALINO= Natalino Jesus de Campos,nascido em Sorocaba em 25/12/46,Natalino começou à cantar já aos nove anos.Desde criança já gostava de cururu,cantador inteligente e com respostas rápidas, um dos grandes nomes do cururu Sorocabano,e muito solicitado nas festas regionais,seu apelido "Azulão Sorocabano". 
 

 

JONÁTA NÉTO =Jonatas Antunes Nascimento-30/06/1931-Tatui-SP Jonáta começou à cantar cururu em Piracicaba ha cerca de quarenta anos,ouvia e apreciava muito a cantoria de Parafuso,famoso cantador.Criou gosto pela arte de trovar,por vários anos cantou em Sorocaba. É compositor,tendo belíssimas músicas caipiras de sua lavra.Gravou dois LP não gravou CD.Apresentou-se em Rádios como "Convenção de Itu", "Cacique de Sorocaba" Alem de programas de TV,"Viola Minha Viola" por três vezes.É um cantador muito requisitado,pelo seu estilo meio humorístico.Reside em Piracicaba-SP.

 

RUBENS RIBEIRO=Marronzinho Sorocabano Nascimento-05/02/1951-Araçoiaba da Serra-SP Começou à cantar em 1980 em festas,quermesses e shows acompanhando seu pai,Toninho Ribeiro (+) grande cantador Sorocabano,Rubens cantou em Pousos do Divino,pela região gravou dois cds "Os Bamba do Cururu (Cido Garoto,Carlos Caetano,Rubens Ribeiro") e Os Reis do Cururu(Cido Garoto,Carlos Caetano,Dito Carrara e Rubens Ribeiro) Participou do Revelando São Paulo,em Setembro 2001,foi campeão do torneio de cururu Èzio Vestina,Atualmente reside em Sorocaba.
 

 
 

 

O que é cururu?

Concebido como dança de roda, na zona rural da região do Médio Tietê, o Cururu foi levado como espetáculo ao público urbano, pela primeira vez em 1910, por Cornélio Pires.

Apesar de ser inicialmente dançado, o Cururu é sobretudo, um Canto de Repente, de modo que as letras, a melodia e a música são feitas com total improviso.

Cada improviso deve respeitar um tipo de regra: as rimas dos versos de repente obedecem às carreiras, que podem ser do "A", que implica como rimas no verbo "...ar", por exemplo: "dançá" e "cantá"; do Sagrado, com rimas em "...ado", por exemplo: "cansado" e "desajeitado".

Embora conduzido ao som de viola, que marca o compasso e pelos versos do cururueiro, o Cururu também tem na sua tradição, uma participação do público, que pode aplaudir uma combinação brilhante de palavras nos versos, ou então, criticar o desempenho do canturião, quando este perde o compasso da viola e "...perde a batida".

Totalmente improvisado, mas cumprindo regras determinadas pelas tradições folclóricas, o Cururu foi criado por motivos religiosos, com base em eventos da igreja Católica, principalmente nas Festas em devoção ao Divino Espírito Santo, quando na hora em que ocorre o "pouso do divino", o cururueiro começa a cantar para saudar a chegada do Divino.

Esse é o considerado "auge" de uma apresentação de Cururu, onde o canturião deve mostrar todos os seus conhecimentos e habilidades para rimar versos bíblicos e com eles, desenvolver dentro deles, uma história.

Assim como uma narrativa escrita, o Cururu é uma história cantada, onde o assunto a ser cantado é decidido pelo próprio cururueiro. Na verdade é ele quem dará rumo ao que será tratado durante a "cantoria".

O Cururu, além de ter motivos religiosos pode ser denominado como canto de Repente, só que o diferencial do repente paulista para os demais, como o repente gaúcho e nordestino, está nas particularidades, que podem ser referidas como diferenciais entre cada uma, mas o que ambas possuem em comum é a improvisação durante a apresentação musical.

Entre outros aspectos, o que mais é exigido de um canturião de Repente é que ele tenha amplo conhecimento, ou seja, deve mostrar que sabe sobre o que está acontecendo e que conhece como ninguém, os versos bíblicos.

 

A viola caipira (origens)

A viola caipira, fazendo uma referência musical, é derivada da viola de arco, que por sua vez, tem dez cordas e é usada principalmente em músicas eruditas para levar o ouvinte a uma atmosfera sóbria, com um pouco de melancolia.

Da viola de arco, só restou o tom melancólico à atmosfera. Na verdade, a viola caipira tem sua principal derivação no violão (entendido por muitos como Guitarra), mas de certa maneira, a viola de dedilhado básica já figurava na Espanha do século XIII, coexistindo com o violão, só que possuindo cinco cordas e chamada de vihuela.

 

O surgimento do violão (ou Guitarra acústica) de seis cordas, foi uma adaptação popular do alaúde (instrumento de cordas de origem árabe), comum no século XIV. As principais semelhanças do violão com o alaúde são a seqüência básica, a partir da mais comum: sol-dó-mi-lá-ré. A afinação mais popular do violão é: mi-lá-ré-sol-si-mi (em uma oitava à frente).

Uma das principais afinações da viola caipira é o "Cebolinha", que se assemelha à do violão, com as últimas quatro cordas afinadas a partir da sonoridade das cordas anteriores.

O principal parâmetro para essas afinações é o uso do diapasão concentrado na primeira corda, ou seja, em mi, como nos exemplos anteriores

 

 

História do Cururu

- Tradição Caipira

O Tietê é um rio curioso, ao atravessar São Paulo consegue manter-se vivo e, ao contrário dos outros rios que correm para o mar, ele avança em direção ao interior do estado, levando a tradição e cultura daqueles que nele navegam.

Uma das mais importantes formas de manifestação interiorana brasileira veio através do Tietê, trazida pelos bandeirantes, mas com raízes portuguesas, o cururu.
No início, o cururu, que muito provavelmente tenha sido usado pelos jesuítas para catequizar os índios, era dançado mas o deixou de ser com o tempo, mas a tradição da cantoria permanece viva na região do médio Tietê que abrange cidades como Piracicaba, Tietê, Conchas, Anhembi, Botucatu e Laranjal Paulista,Sorocaba,tatui,votorantin, entre outras.
A simples palavra cururu já causa controvérsias, enquanto alguns historiadores apontam sua origem para um tipo de sapo, outros a atribuem para a versão regional da dança de São Gonçalo, mas histórias a parte, o cururu é rico mesmo em poesia e espontaneidade.
    O cantador de cururu é chamado canturião e ele deve cantar em determinada carreira ou linha, que nada mais é do que a sílaba final na qual se deverá fazer a rima, ou às vezes se torna uma letra do alfabeto que pode ser o a, o i ou o s, e dessa forma rimar os versos, sendo que sempre se usam as palavras na forma em que se fala na região, ou seja, na carreira do a pode se usar as palavras cantá e falá, na carreira do i temos como exemplo pedí e subí, e na carreira do s podem ser ditas amanhecê, conhecê e acontecê.
    Para iniciar a cantoria, o canturião precisa primeiro fazer uma louvação, que é uma saudação ao povo ou louvação aos santos, só depois é permitido cantar o desafio. O cantador tem liberdade de tempo para cantar e só quando finalizar é que o desafiante pode iniciar a resposta, que precisa ser na mesma carreira.
Quanto aos temas, eles podem ser políticos, sociais, esportivos ou religiosos, sendo que este último é designado geralmente como cantar na letra ou na folha, ou seja, cantar de acordo com as escrituras bíblicas, o que exige grande conhecimento e destreza dos cururueiros.
    A tradição do cururu, que também existe nos estados do Mato Grosso, Goiás e até na Amazônia, manteve o seu berço no interior paulista, que é onde viveram e vivem seus grandes nomes.
Cornélio Pires foi quem levou o cururu aos palcos, ainda em 1910 e mais tarde ao rádio.Como todo gênero musical enraizado na cultura do seu povo, o cururu teve seus heróis basicamente na figura de quatro ícones:

Nhô-Serra, conhecido como o Cururueiro do Microfone, foi quem melhor popularizou a imagem de cantador, tornando-se talvez, o mais importante de todos no sentido de difundir a tradição. Morto em 1997, teve nas suas últimas palavras, a tristeza de admitir que o cururu é uma tradição, como outras no país, que não está sendo renovada e conseqüentemente, se extingüindo.

Pedro Chiquito, também falecido, foi mestre na arte do repente e ficou conhecido como o mais eclético de todos os cururueiros.

Parafuso, falecido na década de 1970 e imortalizado por Tião Carreiro & Pardinho com a musica Negrinho Parafuso. Era conhecido como o caçoísta (sarrista), tendo ganho o apelido por rodopiar num salto como um parafuso ao arrematar um repente bem sucedido.

Zico Moreira, o maior patrimônio vivo desta cultura, no alto dos seus 97 anos de idade. Seu Zico exibe saúde e lucidez, quando canta impressiona qualquer pessoa leiga ou letrada na cultura popular. Zico é conhecido como o maior poeta do gênero. De seus repentes saíram verdadeiros poemas como a carreira de São João, na coluna ao lado.

    A viola é a companheira ideal do cururu, que diferentemente do repente nordestino, tem função melódica e pode também ter acompanhamento de pandeiro e reco-reco.Como o cururu era dança, depois canto de origem religiosa até a primeira metade do século, ele era praticado em procissões, quermesses e eventos sacros em geral, mas hoje em dia os motivos para os desafios são bem mais diversos e os locais em que ainda são realizados também, basta ter uma viola tinindo que se ouvirá o larai larai de um cantador. Por isso, não se acanhe, se por acaso estiver pela região do médio Tietê, é só avistar algum matuto enrolando um cigarrinho de palha e perguntar onde possa ouvir algum desafio que com certeza vai ser bem informado, uma vez que você vai estar na região onde nasceu Angelino do Oliveira, Raul Torres, Serrinha, Cornélio Pires e Capitão Furtado.

  LUIZINHO ROSA autor de PODER DO CRIADOR, gravado por goiano e paranaense



(Silvio Mariano, Piracicaba, SP,)

 

Quem Faz ... Cururu

 

Os repentistas Moacir Siqueira e Abel Bueno, realizaram o "desafio", que no Cururu quer dizer literalmente "um repentista falar do outro".

Um dos aspectos mais interessantes e hilários do "desafio" é que a cada verso de repente, um cururueiro nota nas principais características do outro - trocando em miúdos - uma observação escrachada, como "nariz de apaga vela".

Carmelina Toledo Piza é contadora de histórias e reúne em sua coleção, relíquias do Cururu, como shows gravados em fitas cassete e apresentações de nomes como: Pedro Chiquito, Parafuso e Nhô Serra.

Para verificar a importância que os media deram ao Cururu, no auge das décadas de 50 e 60, confira o "pagode" gravado por Tião Carreiro e Pardinho - uma dupla tradicional da música sertaneja "raiz" - intitulada "Negrinho Parafuso", onde a dupla presta a mais sutil e emocionada homenagem ao cururueiro Parafuso, que chegou a ter alguns incômodos devido a sua fama, como por exemplo, ser escoltado por policiais nas cidades que acolhiam o Cururu como principal atrativo - entre elas:,SOROCABA, Bauru, Cerquilho, Tietê, Piracicaba, Salto, Botucatu, etc.

José Lício é violeiro e entre suas principais atividades está a confecção e reparos de viola caipira (Guitarra acústica de 10 cordas), feitos artesanalmente.

Já, a principal afinação, o "Cebolão", dispensa comentários, porque a proximidade harmônica das cordas nessa afinação (que pode ser definida com um simples diapasão) facilita muito o trabalho de acompanhamento e composição de música sertaneja, devido ao timbre inimitável da própria viola.

Oscar Bueno é filho do cururueiro Nhô Serra, divulgador de folclore regional e também é violeiro. Sua principal esperança para a divulgação do Cururu está nos diversos meios de comunicação, como a Internet. Em sua opinião, o apoio e divulgação ajudam a população a conhecer melhor o folclore regional, sem tornar essa divulgação banalizada.

 

Passagem do Cururu

 

A aparição do Cururu nos media teve seu auge na região do médio Tietê, nas décadas de 50 e 60, no rádio, o que acabou causando certa euforia, principalmente com os Quatro Bambas do Cururu, que eram os canturiões de maior destaque na época.

O que podemos notar, analisando o que aconteceu nesse período, é uma popularização do Cururu em locais alternativos aos da sua criação, sem contar com ajuda efetiva dos media, que iria se concretizar anos mais tarde com o cururueiro Nhô Serra.

Sem dúvida, o que não podemos desconsiderar é a importância do trabalho desenvolvido pelo cururueiro Sebastião Bueno, ou como era popularmente conhecido, como "Nhô Serra", em divulgar amplamente o Cururu, além do primeiro universo, atingido em 1910 por Cornélio Pires, ao levar o canto de repente para os palcos.

Esse novo universo englobava rádio e televisão, o que de imediato contagiou as cidades que adotavam a tradição e os costumes do Cururu, como a região do Médio Tietê, que compreende cidades como: Tietê, Cerquilho, Laranjal Paulista, Piracicaba, Botucatu, etc.

Inicialmente, a "explosão do Cururu", que durante a época em que outros fenômenos culturais tidos como mais importantes, como a "Jovem Guarda" e "The Beatles", conquistavam verdadeiras multidões, as festas religiosas, acompanhadas pelo canto de repente, como: Festa do Divino, Festa do Peixe, entre outras, eram verdadeiras sensação, principalmente, quando contavam com a presença da nova geração de "Bambas", só que da mídia - como Zico Moreira, Nhô Serra e Pedro Chiquito.

Enquanto, várias formas de Cultura como a dança de roda, modificavam-se e conquistavam cada vez mais espaço nos media, o Cururu, ao manter suas raízes concentradas nas gerações de "Bambas", que infelizmente não deixaram herdeiros, o que deixou o canto de repente paulista em uma situação complicada. Um dos reflexos da lacuna deixada pelos "Bambas" é a importância da divulgação de evento - causa que é muito reivindicada pelos cururueiros.

Mas isso tudo quer dizer que a cultura morreu?

Diferente do que podemos imaginar, se depender desse motivo exclusivamente, a cultura não morre. A pior circunstância, entretanto é o risco que representa esse esquecimento para as futuras gerações, que terão dificuldade ao se recordar ou então a se localizarem nesse universo que deixou de existir.

Mas isso indica a morte efetiva de uma cultura? Novamente, não. Os motivos são os seguintes: longe do local de concepção (criação), uma cultura nunca morre, nem deixa de ser lembrada. Sem impedimento ou cobrança de quem deseja assistir, mas não vivenciar, essa cultura sobrevive sozinha e, praticamente isolada.

 

O cururu vai morrer ?

 

A pergunta, que com certeza mais perturba o folclore é sobre sua continuidade, ainda mais quando nos deparamos com a Teoria da Hegemonia, de Gramsci, que entre outras coisas, explica porque um costume não pode ser simplesmente visto fora da sua concepção, ou seja, fora de seu universo.

Pensar na longevidade do Cururu não significa olhar para a nossa proposta como algo que tivesse proposta de apenas validar a concepção artística e social do Cururu apenas com base em sua importância fora da cultura.

Assim, não podemos considerar que um costume desaparece simplesmente, porque deixa de ser retratada nos media.

Da mesma forma, a ciência, com o papel de elucidar o conhecimento do ser humano, não pode simplesmente se ater a um tipo de visão exclusivamente do que é ou não pré-considerado como científico.

Com isso, ir além das barreiras existentes do que é ou não importante para ser estudado não é apenas algo sensato, mas também demonstrar a plena vitalidade e disposição da Ciência em sair do "senso comum".

 

 

Trecho da música "Quebra Canoa", que está no cd "Viola Tropeira" de Ricardo Anastacio a venda pelo  pelo email violatropeira@terra.com.br ou pelo fone: 15 9701-7068             Chat aos domigos à partir das 15h para tirar dúvidas sobre viola            Aulas online        Métodos de Viola com Cd de Rítmos e Ponteados

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